Mas ele se comporta bem, faz o que o professor pede e gosta muito de participar.
Desde que começou a compreender o que falamos, e desde que ficou "fluente no português", comecei a introduzir algumas palavrinhas em inglês no dia-a-dia dele.
Vou mostrando as coisas e dizendo os nomes em inglês. Cores, objetos, atitudes (abraços, beijos, acenos...). Não tenho pressa, vou devagar, sei que ele tem tempo para aprender e que vou facilitar o máximo que puder esse aprendizado. Afinal, fui professora de inglês durante vários anos e, hoje em dia, o inglês é um companheiro diário (os livros e textos que traduzo que o digam!). Por ser uma pessoa muito eclética, musicalmente falando, o meu menino tem acesso a muitas músicas, em diversos idiomas, até. E suas favoritas atualmente são: Low (FloRida), Umbrella (Rihanna), Last Night (P. Daddy), Mina do Condomínio (Seu Jorge) e Mama África (Chico César). É um barato escutá-lo cantando as músicas em inglês do jeito dele e as em português quase 100% corretas. Ultimamente tem gostado muito de escutar John Legend, Jamie Cullum e John Mayer (bom gosto herdado da mãe! - rsrs)
Não sei se por causa das músicas ou não, mas ele adora as "aulas" de inglês que temos em casa. Já compreende perguntas como: "What color is this?", "Do you love me?", "How much do you love me?" (e ele abre os bracinhos beeeeem grande como resposta) e pedidos do tipo: "Sit down", "Come here", "Give me a hug / kiss", e sabe os nomes das cores e de alguns animais. Ontem numa dessas "aulas", ele me chamou de "tiitch" (teacher). Quase derreti, né? Nunca pedi para ele fazer isso, alías, nunca nem ensinei essa palavra, mas percebi que ele deve associar qualquer pessoa que fale inglês com a "teacher" da escola, que deve incentivar os aluninhos a chamá-la assim.
É muito bacana ver como as crianças de hoje têm mais opções de aprendizado do que nós, na infância. Na idade do Rafael, eu não sabia nem o que era português, muito menos seria capaz de distinguir um som em um idioma de outro em outro idioma, coisa que o Fael faz bem. Fico muito feliz com isso, e imagino que no futuro teremos profissionais muito mais preparados no mercado. Afinal, a maioria das crianças já nasce com o mouse do computador na mão, e muitas têm a possibilidade de aprender, além do idioma materno, mais um ou dois outros.
É a evolução dos tempos, como dizem por aí :)
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Escrito por Carol às 10:05


